Em sua quarta edição, agenda é apoiada por lideranças que destacam a importância de o seguro ser compreendido como parceiro estratégico do Estado
A compreensão sobre o importante papel do seguro na sociedade marcou o lançamento da quarta Agenda Institucional do Mercado Segurador apresentada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em evento no Brasília Palace, no Distrito Federal, em 8 de abril.
“Por meio da agenda, objetivamos ajudar a construir um país mais preparado para enfrentar os desafios do nosso tempo”, destacou Roberto Santos, presidente do Conselho Diretor da CNseg.
A verdade é que o seguro tem de ser visto como um parceiro estratégico do Estado e não apenas como um mecanismo de indenizações.
“O setor segurador tem um papel cada vez mais estratégico porque tem a previsibilidade dos eventos, reduz os impactos e acelera essa recuperação, além de preservar a dignidade”, comentou Tiago Dimas, deputado federal (Podemos/TO).
Para avançar, Dimas apontou três frentes estratégicas: ampliar o acesso ao seguro no Brasil, garantir um ambiente com as regras claras e seguras que permita o crescimento do setor e integrar as estratégias públicas, principalmente na prevenção.
“Temos que fortalecer a capacidade do Brasil para enfrentar o novo futuro. Quando protegemos as pessoas, protegemos as cidades e a economia”, ressaltou Dimas.
Como 2026 é ano de eleições, o senador Eduardo Gomes (PL/TO) sugeriu uma conversa aberta, suprapartidária e democrática com todos os candidatos à presidência. “Após quatro anos acompanhando a agenda legislativa e o avanço das matérias, como a reforma tributária, passamos a ver seguro em tudo. Onde existe a palavra risco, é preciso entender que, em algum momento, o seguro terá que estar presente”.
“A nossa agenda sintetiza a visão estratégica do setor para o fortalecimento do mercado de seguros, capitalização e previdência privada. Vivemos em um mundo de fortes transformações, em que a intensificação das mudanças climáticas causa um impacto expressivo sobre famílias, empresas, infraestruturas e finanças públicas. É preciso que famílias, empresas e governos percebam o alcance social do seguro, deixando de enxergá-lo apenas como custo ou despesa eventual”, reforçou Roberto Santos.

Avanços
“Temos em tramitação 4 mil proposições legislativas sobre seguros no Congresso Nacional, das mais variadas espécies”, ressaltou Dyogo Oliveira, presidente da CNseg.
Ele lembrou que a reforma tributária implica em mudanças significativas para todas as empresas de seguros e temas importantes para o mercado, como o combate ao exercício ilegal do comércio de seguros, que teve uma evolução muito importante com a Lei Complementar 213/25 e agora com a regulamentação que tem saído pela Susep.
Ele citou importantes avanços no seguro garantia, principalmente ligado às obras públicas; já temos R$ 4 bilhões em obras com seguro que garante a entrega das obras.
Hoje o mercado possui mais de 140 seguradoras operando no Brasil nos mais diversos ramos.
“É importante termos elencadas quais são as prioridades para que o governo possa saber qual é a visão do setor e para que o Congresso Nacional possa também conhecer de forma clara quais são os nossos projetos”, destacou Armando Vergilio, presidente da Fenacor.
Na ocasião, Vergilio aproveitou para anunciar o lançamento, no dia 26 de maio, do Programa de Desenvolvimento do Mercado de Intermediação de Seguros (PDMIS). Ele vem para dar mais robustez ao PDMS (Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros).
“O seguro é uma atividade transversal na economia. Não importa qual seja o ramo de atividade; há a necessidade de seguros. Nós, parlamentares, temos a obrigação de estar aqui. Fortalecer o mercado de seguros é fortalecer o Brasil”, definiu o deputado federal Arthur Oliveira Maia (União/BA).
Prioridades em 2026
A Agenda 2026 priorizará os seguintes temas:
- Concessões, PPPs e obras públicas: gestores são atraídos pelo potencial de melhoria na qualidade dos projetos, seja na fase de construção ou na execução de empreendimentos públicos diversos. O setor busca ser um parceiro estratégico para reduzir o número de obras paradas no país e auxiliar na segurança jurídica dos editais de infraestrutura;
- Seguros essenciais e obrigatórios: foco na construção de convênios que auxiliem na cobrança e na gestão de dados que evidenciem os benefícios da expansão de seguros obrigatórios, como os de carga, transporte, obras e incêndio;
- Segurança pública e logística: O uso crescente de tecnologia para aumentar a segurança pode beneficiar produtos do setor (como o seguro garantia para eletroeletrônicos) e impulsionar políticas de logística reversa (como a de sucatas de automóveis). O desenvolvimento de legislação para otimizar esses serviços é considerado essencial;
- Mudanças climáticas: apresentação de propostas legislativas que auxiliem no financiamento de investimentos voltados à prevenção de catástrofes climáticas;
- Seguro rural: atendimento à demanda crescente pela otimização da prestação de serviços e pela oferta de seguro paramétrico.
- Novo mercado de trabalho: apoio a projetos em tramitação que posicionam o seguro como proteção para trabalhadores autônomos, especialmente aqueles que atuam em plataformas de aplicativos;
- Cidadania Resiliente: iniciativas voltadas à proteção de pessoas, infraestrutura e negócios nos âmbitos federal, estadual e municipal.

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