Executivos internacionais destacam os benefícios da ferramenta para o mercado segurador e a importância de seu uso responsável
Atualmente, a inteligência artificial ganha cada vez mais destaque no mercado de seguros devido à sua capacidade de acelerar processos e automatizar tarefas. Nesse contexto, o CQCS Inovação, maior evento de inovação em seguros da América Latina, realizado nos dias 4 e 5 de novembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP), discutiu como a ferramenta vem sendo introduzida no setor.
Axel Schell, CTO da Allianz Technology, destacou que a IA vem atuando no mercado segurador progressivamente, trazendo automação e autonomia em tarefas do cotidiano.
Para ele, as pessoas que atuam no setor devem aprender a manusear a ferramenta para ganhos profissionais, pois é uma vantagem competitiva dentro de um mercado tão disputado. “A IA não vai substituir as pessoas, mas as pessoas que sabem usar vão substituir aquelas que não usam”.
Entretanto, Robert Pick, CITO do Grupo na Tokio Marine Holdings, no Japão, comenta que mesmo com os ganhos operacionais, a IA também pode trazer riscos ao mercado segurador.
Pick destacou que o uso exacerbado da ferramenta pode atrasar o desenvolvimento de profissionais do setor, principalmente de jovens que estão iniciando sua carreira profissional. Segundo ele, os novatos precisam ter vivências práticas que ajudem no seu crescimento, e a inteligência artificial muitas vezes encurta esse processo, dificultando o seu progresso intelectual.
“Os seres humanos têm que controlar a IA, e não a IA controlá-lo. A inteligência artificial é uma invenção nossa”, destacou o CITO.
O executivo da Tokio Marine também reforçou que mesmo a ferramenta sendo uma realidade, é necessário tomar cuidado para que a utilização da ferramenta não prejudique o setor.
Na análise de Pick, o mercado não está atrasado na implementação da tecnologia e avalia que o setor de seguros global está incorporando a IA de forma progressiva
Já o CTO da Allianz Technology reforçou que a ferramenta ainda tem muito a ser explorada e que é primordial ter persistência em aprender a manuseá-lá. Schell enxerga que o Brasil está iniciando agora a implementação de inteligência artificial e pode colher muitos êxitos se a ferramenta for adotada com governança e segurança.
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