Seguro de vida universal pode ampliar a contratação da modalidade no Brasil

 Nova modalidade, ainda em regulamentação no Brasil, combina proteção de vida com uma reserva de recursos para imprevistos

O seguro de vida se mostra cada vez mais importante para a população brasileira, principalmente em um cenário de maior longevidade no país, que reforça a importância desse serviço. Dessa forma, foi realizado um painel em setembro, na cidade de São Paulo, com a finalidade de debater a importância desse produto e discutir um novo modelo de seguro.

O seguro de vida universal está em fase de regulamentação no Brasil e oferece um elemento adicional em relação ao modelo convencional, com um valor reservado para imprevistos.

Para Alessandro Octaviani, superintendente da Susep, a adoção deste modelo é fundamental para que o Brasil possa se desenvolver cada vez mais no setor segurador. 

“O Brasil tem que pensar grande. Nós temos que pensar no tamanho da nossa potencialidade. O país não tem vocação para pensar pequeno, temos que pensar grande os destinos do nosso país. Possuímos a oportunidade de fazer algo concreto com um pensamento grandioso”.

Durante o XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, realizado pela Fenaprevi, o superintendente também reforçou que a modalidade faz com que o produto seja mais simples e favoreça a permanência do cliente no seguro, pois além da proteção há um valor reservado para imprevistos.

Patrícia Freitas, CEO da Prudential, enxergou como positiva a inclusão deste novo modelo, pois entende que o mercado de seguros precisa trazer novas soluções para proteger mais brasileiros, visto que a Pesquisa Fenaprevi-DataFolha mostrou que cerca de um terço das pessoas entrevistadas associa corretamente o seguro a um valor pago ao segurado em caso de imprevistos.

“Estamos falando sobre desconhecimento e isso nos convoca, em um painel como este, a discutir soluções que possam ampliar o alcance do mercado e trazer simplicidade à comunicação com nossos clientes e futuros clientes, para que a gente mude esse percentual”, disse Patrícia.

Já Breno Gomes, presidente da MetLife Brasil, realçou que esse tipo de seguro de vida pode mudar a relação que as pessoas têm com esse produto. “A vida universal vai dar um passo a mais no seguro de vida. Vai ser um produto que você compra e acompanha”.

Gomes ressaltou que, além da adoção do seguro de vida universal, o setor de seguros também precisa trazer simplicidade na venda do produto para facilitar que a distribuição entre a população brasileira seja mais eficiente.

“Precisamos levar simplicidade ao extremo, pois um produto muito difícil de entender é caro para vender. Então, o desafio da simplicidade é que precisaremos encarar de frente e levar isso para outro patamar. Tenho certeza que no médio prazo mudaremos a relação do consumidor com esse tipo de produto”, comentou o executivo.

Regis Dudena, secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, observou que o mercado de seguros vem crescendo, mas ainda há espaço para expansão. “Precisamos ter uma cobertura maior de seguros, seja no seguro de pessoas, vida, saúde e grandes seguros, porém que isso seja feito com cuidado, sobretudo para o segurado”.

Nesse cenário, é notável a importância que a vida universal pode ter dentro do  mercado para a ampliação da contratação do seguro de vida. Segundo a Pesquisa Fenaprevi-DataFolha, 69% dos brasileiros nunca possuíram esse tipo de produto.

“Urge a necessidade de termos novas soluções e protegermos mais brasileiros. Estamos numa jornada para trazer novas possibilidades, esta não será a única, temos outras propostas a serem trazidas”, afirmou a CEO da Prudential.

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