Evento Residencial Brasil reúne profissionais para debater os desafios e as necessidades da assistência residencial, além de destacar informações sobre empreendedorismo
A prestação de serviço na assistência residencial tem de ser meticulosa. Um simples acionamento envolve uma série de etapas, profissionais, decisões e processos. Além disso, muitas vezes envolve uma carga emocional, algo que nem sempre é possível tangibilizar. Afinal, quando o cliente aciona a assistência, geralmente está diante de um problema que interrompeu a sua rotina. A solução entregue envolve segurança e tranquilidade, além de gerar valor percebido ao seguro. Agora, você já pensou se o seguro deixar de contar com a assistência?
Nesse contexto, o papel do prestador de serviço é essencial, vive um momento delicado e foi discutido durante o Evento Residencial Brasil, que, em sua terceira edição, teve como tema “Juntos Semeando o Futuro da Assistência Residencial”.
O encontro, realizado nos dias 25 e 26 de agosto, no Hotel Terras Altas, em Itapecerica da Serra (SP), discutiu os desafios para que prestadores e empresas encontrem, juntos, os melhores caminhos para a importante prestação de serviço que ganhou notoriedade acoplada ao seguro residencial. “Essa engrenagem roda com a participação de todos nós”, disse Cecilia Kurihara, diretora de Operações e Experiência do Residencial Brasil.
O segmento de assistência 24 horas teme um apagão de profissionais oriundo da falta de atratividade dos profissionais, já que alguns migram para outras atividades em busca de uma remuneração melhor, ou simplesmente desistiram diante das dificuldades. A ocorrência dos prestadores de serviços do seguro auto, principalmente os guincheiros, que viveram uma crise com a pandemia causada pela Covid-19, em 2020, é uma referência da mudança no cenário.
“Prestadores de serviços que estão pensando em desistir, não desistam. Vamos juntos mudar a assistência residencial”, clamou Marcos Silva, diretor de Relações Institucionais e Patrocínios do Residencial Brasil.
Carlos Rocha, diretor de Estratégia e Comunicação do Evento Residencial Brasil, reiterou que é o objetivo é fazer com que o segmento cresça de forma sólida, sustentável e humana.
Um dos estímulos do Residencial Brasil para os prestadores seguirem adiante é o compartilhamento de conhecimento, inclusive por meio de temas como os desafios jurídicos para o empreendedor brasileiro e a reforma tributária.
“A tecnologia precisa devolver tempo ao usuário, e não criar mais burocracia. Se não for fácil, simples e rápido, ninguém usa”, contextualizou Eduardo Mizani de Almeida, CEO da Satellitus Tecnologia, empresa que desenvolveu o sistema de gestão AutEM.
A tecnologia deve reduzir complexidade e devolver tempo às operações de assistência. “A IA não vai fazer muita coisa por nós, mas ela ajuda demais no nosso dia a dia. A nossa dor é a dor do prestador”.
Prestador no centro da discussão
Durante o encontro, as empresas de assistência fizeram apresentações sobre suas inovações, mas reiteraram que tudo tem de girar em torno do prestador. Segundo Ana Claudia Calil, diretora Comercial e Marketing da MAWDY, a empresa pode estruturar tecnologia, processos e gestão, mas é o prestador quem efetivamente entrega o serviço ao segurado. Por isso, para ela, melhorar a relação com o cliente depende também de melhorar a relação com o prestador.
A MAWDY trabalha em um processo de transformação operacional até 2027 , que reúne 31 iniciativas envolvendo diferentes linhas de negócios. Entre elas estão o PWA para acionamento do serviço sem necessidade de baixar aplicativo, o agente conversacional de inteligência artificial, o portal de autoatendimento para prestadores e as novas ferramentas de gestão.
A empresa está apresentando uma solução de assistência com atendimento remoto prévio, antes do deslocamento do prestador. “O SOS virtual é um primeiro atendimento online do prestador com o cliente, antes do deslocamento presencial. “Quando o parceiro evolui com consistência, o crescimento vem junto. E o crescimento é para todo o nosso mercado”, frisou Ana.
Segurança e continuidade para o prestador
Aline Santos, gerente de Rede da Tempo, comentou que diante do fato de que a principal dor do prestador é não conseguir falar com a empresa, a Tempo investiu em ajudá-lo. “Assim nasceu o Ícaro, que reduziu o tempo médio de atendimento de 20 para dois minutos”.
A Tempo tem investido em tecnologia e em IA e no varejo para ampliar a demanda e dar previsibilidade, a produtividade e a geração de receita aos prestadores.
Já para 2027, segundo ela, a companhia prevê o lançamento do Atlas, IA de previsibilidade de demanda, integrada ao portal do prestador para indicar períodos de maior ou menor volume, e o Tempo Pay, uma solução de pagamentos voltada à antecipação do recebimento pelos prestadores.
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